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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Como você vê as possibilidades de interação pedagógica em ambiente de aprendizagem virtual, como, por exemplo, nos Fóruns de Discussão, nesta disciplina?


            “Para que haja educação, é preciso muito mais do que uma massa formidável de informações imediatamente acessíveis: é preciso que haja elaboração do saber, considerando o jogo da interatividade entre conhecimento, informação e ação humana.”
Jarbas Novelino Barato

Com a evolução da Educação a Distância, cada dia mais, somos expostos a tecnologias mais interativas. A interatividade vem ocupando um lugar de destaques nos cursos a distância e motivam os alunos a participarem dessa modalidade.
            Por muitos anos, a EAD limitou o contato interpessoal, já que, por cartas, os alunos não tinham contato entre si e nem ao menos conheciam uns aos outros. Aos poucos, a tecnologia permitiu que eles, ao menos, vissem seus instrutores e professores, com o surgimento da televisão. Hoje, a tecnologia permite que estabeleçamos contatos diretos com professores e outros alunos, compartilhando experiências e conhecimentos.
            Segundo ALMEIDA, os Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) são

“Os sistemas computacionais que permitem apresentar as informações de maneira organizada e no momento apropriado, desenvolver interações e elaborar produções, são denominados ambientes virtuais de colaboração e aprendizagem constituídos a partir de um grupo de pessoas que utilizam softwares específicos para a comunicação a distância mediada pelas tecnologias do conhecimento.”

Eles permitem que a troca de informações seja mais imediata e interativa, que todos possam expressar igualmente suas opiniões e debater as opiniões dos colegas. Através de várias ferramentas, a interação se mostra como a grande sacada desses ambientes: fóruns, glossários construídos coletivamente, wikis e jogos são algumas das ferramentas que o AVA nos permitem utilizar.

            “É difícil desenhar as tecnologias no futuro, mas qualquer que sejam, caminham na direção da integração, da instantaneidade, da comunicação audiovisual e interativa.” MORAN. Tendências da Educação Online no Brasil.

Para estarem preparados para estas tecnologias, professores e alunos terão que mudar alguns costumes. Segundo Moran, os alunos deverão ser mais autônomos e maduros para a utilização destas, enquanto professores deverão ser multitarefa e estarem preparados para a grande quantidade de alunos e uma grande dinamização.
            Ao falar sobre as tecnologias que permitem e incentivam a interatividade, CORTELAZZO pontua:

“Incorporar de forma inteligente as tecnologias interativas significa: adotar uma postura positiva e interdisciplinar em relação à tecnologia; manter as características identificadoras da cultura popular e nacional; trabalhar com as tecnologias da informação e de comunicação como elementos emancipatórios na prática pedagógica.”.

Portanto, é preciso que as tecnologias, mais do que interativas seja bem articuladas entre si. Não é possível esquecermos, também, de que deve-se avaliar quais e de que formas devem ser utilizadas, dependendo do curso e do público-alvo.
            O professor deve, então, nesse contexto de educação interativa, ser o mediador da educação. Deve deixar de ser o provedor do conhecimento para ser o organizador do mesmo. Para isso, é necessário que os cursos de educação superior que formam esses educadores sejam responsáveis por prover uma educação preparatória para que se apropriem das tecnologias.
            Conclui-se que as possibilidades de interação nesses ambientes virtuais têm-se mostrado, cada vez maiores e mais adequadas. O que tem de melhorar, realmente, é a postura de professores e alunos  ao se relacionarem com essas tecnologias para que o uso seja o melhor possível, da melhor forma possível.


Referências Bibliográficas

ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de. Educação a distância no Brasil: diretrizes políticas, fundamentos e práticas.

CORTELAZZO, Iolanda B. C. Pedagogia e as Novas Tecnologias.

MORAN, José Manuel. Tendências da educação online no Brasil. Publicado em RICARDO, Eleonora Jorge (org.). Educação Corporativa e Educação a Distância. Rio de Janeiro. Editora Qualitymark. 2005.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Pedagogia do Parangolé

Pessoal, 
leiam o texto do sociólogo, doutor em educação e professor Marco Silva disponível no link abaixo:


No texto, ele escreve sobre interatividade e os desafios do professor para trabalhar com essa interatividade. Além disso, o título do texto é explicado no exemplo que ele oferece da obra do artista plástico Hélio Oiticica: Parangolé!

Espero que gostem!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Você considera que a Educação a Distância pode ajudar a resolver os graves problemas educacionais do Brasil?


A Educação a distância tem trazido, atualmente, grandes vantagens à educação brasileira. Questões como o financiamento e a necessidade das presenças espacial e temporalmente têm afetado de certa forma a educação presencial, e precisamos de grandes mudanças para que isso seja resolvido com eficácia.

Um exemplo de problema que o país enfrenta é o financiamento da educação: a educação a distância traz benefícios incalculáveis o se falar das economias que o país pode ter ao adotar essa modalidade de ensino em alguns casos. A construção de escolas pode se resumir a um ambiente de aprendizagem virtual bem construído e mantido e ao incentivo de estudo às famílias que dele necessitam. Conforme reportagem apresentada no Jornal Nacional, a educação a distância tem beneficiado milhares de pessoas:
“A esse pedaço da Amazônia só se chega pela água ou pelo ar. São duas horas de avião ou três dias de barco para percorrer quase 900 quilômetros a partir de Manaus. Na região e por todo o país, milhares de brasileiros estão descobrindo que tempo e espaço não são mais limites para o conhecimento.
No Amazonas, em cinco anos, o método a distância qualificou 16 mil professores de ensino básico que só tinham o nível médio.
“Com as condições de infraestrutura e de formação que nós tínhamos no nosso estado, nós iríamos levar 72 anos para realizar essa tarefa”, confessa Marilene Corrêa, reitora da Universidade Estadual do Amazonas.”
(Extraído de http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1100559-10406,00-EDUCACAO+A+DISTANCIA+BENEFICIA+MILHOES.html em 05/10/2011).
Assim como para a capacitação de professores e educadores de uma forma geral, a EAD é uma modalidade bem vista para a economia do dinheiro público, bem como pelas facilidades que leva a esses profissionais. Eles não precisam, por exemplo, ter uma rotina dupla de trabalho e mais uma de estudos, mas podem estar em suas casas estudando em tempo que lhes couber.

Como cita Moran em seu texto “A integração das tecnologias na educação”, “a mobilidade e a virtualização nos libertam, dos espaços e tempos rígidos, previsíveis, determinados.”. A capacidade de os alunos se autodeterminarem aos estudos no tempo e espaço que acharem mais conveniente é extremamente importante para que não precisem estar, concomitantemente, em tempo e espaço reais, mas virtuais. A oportunidade que a educação a distância nos dá de autoorganização e liberdade é muito importante para que possamos excluir de nossa história, por exemplo, a evasão escolar. Um aluno que “mata” uma aula presencial perde o conteúdo, o que torna sua consecução na educação ainda mais difícil. Um aluno que perde o conteúdo de uma aula virtual pode acessá-los normalmente no dia seguinte sem precisar da ajuda de nenhum colega ou professor. Além disso, a EAD permite uma democratização incrível quando os alunos podem estudar onde queiram e quando queiram, bem como quando facilita o acesso através da internet ou outro meio, sem que haja a presença no ambiente escolar.

Segundo pesquisa realizada pela revista Nova Escola,
“Para quem mora longe de uma universidade ou não pode ir à aula todos os dias, a Educação a distância (EAD) parece ideal. Por isso, ela tem conquistado tanto espaço. Em 2000, 13 cursos superiores reuniam 1.758 alunos. Em 2008, havia 1.752 cursos de graduação e pós-graduação lato sensu com 786.718 matriculados, segundo a Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed). [...] Apenas recentemente começamos a apostar na EAD como uma saída para suprir a demanda por formação superior no país. Criada em 2005, a Universidade Aberta do Brasil (UAB) tem como prioridade a formação inicial de professores da Educação Básica pública, além de formação continuada aos graduados. Por meio de parcerias entre 38 universidades federais, a UAB oferece 92 opções de extensão, graduação e pós-graduação.” MARTINS, Ana Rita e MOÇO, Anderson. Educação a Distância vale a pena? (Extraído do blog: http://eademquesto.blogspot.com/2011/09/educacao-distancia-vale-pena.html em 05/10/2011).

      Por fim, conclui-se que a educação a distância pode ser um instrumento de grande mudança para a educação brasileira, desde que os preconceitos sejam eliminados e os educadores realmente acreditem nessas mudanças. Para a EAD, ajudar a construir uma nova relação entre educação, tempo e espaço é fundamental e permite que nós, educadores, nos tornemos sujeitos ativos dessas transformações.




Referências Bibliográficas

Blog EAD em questão. MARTINS, Ana Rita e MOÇO, Anderson. Educação a Distância vale a pena? http://eademquesto.blogspot.com/2011/09/educacao-distancia-vale-pena.html. Acessado em 05 de outubro de 2011.

Sítio Jornal Nacional. Educação a distância beneficia milhões. http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1100559-10406,00-EDUCACAO+A+DISTANCIA+BENEFICIA+MILHOES.html. Acessado em 05 de outubro de 2011.

MORAN, José Manuel. A integração das tecnologias na educação.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O que é o Moodle?

Pessoal, em vez de escrever sobre o Moodle, preferi postar esse vídeo muito interessante que assisti no YouTube. Espero que consigam entender o que é o Moodle e quais são suas principais funcionalidades.


Tem algo a comentar?

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O poder dos blogs

Blogs na educação: por que não?
Publicado em: 10 de Fevereiro de 2006



Se você acredita que blogs são coisas apenas para adolescentes que gostam de espalhar suas aventuras pela rede, pode se preparar para rever seus conceitos.


Cada vez mais educadores vêm percebendo - e valorizando - o potencial pedagógico desta e de outras ferramentas disponíveis na Internet, além dos bons momentos de diversão para alunos e professores que são proporcionadas pelo recurso.


Experiências bem-sucedidas não faltam para convencer aqueles que ainda não se renderam aos seus encantos.


"O blog traz infinitas possibilidades para a educação. Devemos incentivar seu uso, não brecá-lo", argumenta Clausia Mara Muzinatti, professora de informática do Colégio Dante Alighieri, de São Paulo (SP).
Fã do uso dos diários virtuais na educação, Clausia diz que os espaços devem ser um recurso mais explorado pelos professores, por serem de fácil utilização e, principalmente, por falarem a linguagem dos alunos.

"Os alunos aprovam a idéia e se sentem à vontade com a publicação de seus trabalhos na internet", acrescenta.

"Imaginação é o limite"

Democráticos, os blogs, a exemplo do MSN Spaces, inteiramente gratuito, podem e devem ser utilizados por professores como complemento ao ensino de todas as matérias, do ensino infantil ao superior.

Produção de textos, narrativas, poemas, análise de obras literárias, opinião sobre atualidades, relatórios de visitas e excursões de estudos, publicação de fotos, desenhos e vídeos produzidos por alunos - tudo é possível por meio do blog.

Para Jarbas Novelino Barato, professor de Tecnologia Educacional do Senac-SP e autor de diversos livros na área, tudo depende da imaginação do educador na hora de propor as atividades.

"É um espaço muito interessante, autoral. Os alunos se sentem orgulhosos e querem realizar bons trabalhos, que sejam valorizados pelos outros. Se o professor souber aproveitar, poderá ter ótimos resultados", explica.

Estímulo à criatividade

A própria linguagem dos blogs, que permite a socialização por meio de comentários, faz com que os estudantes se sintam motivados a inovar com mais liberdade que nos meios tradicionais.

"Não podemos mais inibir o aluno, que já está tão acostumado com aquela caneta vermelha rabiscando o texto. O interessante do blog é que o estudante se manifeste sem restrições, interagindo com outros alunos e professores", enfatiza o professor Jarbas.

Opinião semelhante é a da educadora Suzana Gutierrez, pesquisadora do Núcleo de Estudos, Experiências e Pesquisas em Trabalho, Movimentos Sociais e Educação (TRAMSE), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), estudiosa do tema desde 2002.

"Para que as possibilidades como colaboração, co-autoria, autonomia, expressão pessoal, sejam plenamente satisfeitas, é importante que a proposta do blog permita isso", salienta.

Segundo Suzana, não adianta criar um blog no qual os comentários sejam moderados ou que exijam senhas para acesso ao conteúdo. "Senão, é como se fosse um caderno digital de uma proposta de ensino convencional".

Na onda dos fotologs

Até os fotologs, diários de fotos online, tão populares entre os jovens, podem trazer contribuições valiosas para a educação, como conta a professora Eliana Maria Gastaldi, professora e coordenadora da sala de Informática da Escola Municipal João Costa, de Joinville-SC:

"Quando os alunos viajam para algum lugar, para fazer estudo do meio, incentivamos que publiquem as fotos no fotolog. Eles adoram e fazem comentários sobre o que viram e aprenderam".

A professora lembra de um passeio que os estudantes da 4ª série da escola fizeram para a cidade histórica de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, em setembro de 2005 http://passeiosaochico.nafoto.net/.

Na volta, ficaram empolgados com a ideia de registrar tudo na internet. Não faltaram comentários sobre o lanchinho, as aventuras e os pontos turísticos.


Reportagem: Vivian Ragazzi
Arte: Luciana Tenório


Alguns blogs sobre educação:


Fontes:
Microsoft Educação. http://www.microsoft.com/brasil/educacao/parceiro/blogs_na_educacao.mspx.

Tecnologia e educação

A mobilidade e a virtualização nos libertam, dos espaços e tempos rígidos, previsíveis, determinados.

As novas tecnologias começam a afetar profundamente a educação. Esta sempre esteve e continua presa a lugares e tempos determinados.
Os programas de gestão administrativa estão mais desenvolvidos do que os voltados à aprendizagem.

Apesar da resistência institucional, as pressões pelas mudanças são cada vez mais fortes. A LDB legallizou a educação a distância e a Internet lhe tirou o ar de isolamento, de atraso, de ensino de segunda classe.

As redes, principalmente a internet, estão começando a provocar mudanças profundas na educação presencial e a distância. Agora com as redes, a EAD continua como uma atividade individual, combinada com a possibilidade de comunicação instatânea, de criar grupos de aprendizagem, integrando a aprendizagem pessoal com a grupal.

A educação presencial está incorporando tecnologias, funções, atividades que eram típicas da educação a distância, e a EAD está descobrindo que pode ensinar de forma menos individualista, mantendo um equilíbrio entre a flexibilidade e a interação.

Os alunos estão prontos para a multimídia, os professores, em geral, NÃO.

Convém que os cursos hoje - principalmente os de formação - sejam focados na construção do conhecimento e na interação; no equilíbrio entre o individual e o grupal, entre conteúdo e interação (aprendizagem cooperativa), um conteúdo em parte praparado e em parte construído ao longo do curso.
É difícil manter a motivação no presencial e muito mais no virtual, se não envolvermos os alunos em processos participativos, afetivos, que inspiram confiança.

As mudanças na educação dependem, mais do que das novas tecnologias, de termos educadores, gestores e alunos maduros intelectual, emocional e eticamente. São poucos os educadores que integram teoria e prática e que aproximam o pensar do viver.

Hoje em dia, as redes sociais invadiram a internet e fascinam os jovens e os adultos. Como essas redes podem servir de apoio para a educação? Entenda clicando no link a seguir: Vídeo - As Redes Sociais na Educação - TV Escola.

Fontes:
Wikipedia. http://pt.wikipedia.org/wiki/Aprendizagem_cooperativa.

A integração das tecnologias na educação. MORAN, José Manuel.

A história da EAD no Brasil

A EAD no Brasil é marcada por uma trajetória de sucessos, não obstante a existência de alguns momentos de estagnação provocados por ausência de políticas públicas para o setor.

As pesquisas realizadas em diversas fontes mostram que pouco antes de 1900, já existiam anúncios em jornais de circulação no Rio de Janeito oferecendo cursos profissiionalizantes por correspondência. O marco de referência oficial é a instalação das Escolas Internacionais, em 1904.

Em 1923, era fundada a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. A principal função da emissora era possibilitar a educação popular, por meio de um então moderno sistema de difusão em curso no Brasil e no mundo.

A educação via rádio foi, dessa maneira, o segundo meio de transmissão a distância do saber, sendo apenas precedida pela correspondência.

No Brasil, é livre o direito de ensinar e aprender, eis que assim estatui o artigo 206, inciso II da Constituição Federal. Em sentido amplo, fundamenta-se aí o princípio da educação nacional e, por consequência, da EAD.

A primeira legislação que trata da modalidade é a LDB, cujas origens datam de 1961. Em 1996, o País conheceu uma nova LDB e, então, a EAD passou a ser possível em todos os níveis.,

Em 1974, surge efetivamente a iniciativa de ser instituída a universidade aberta, por meio do projeto de lei n° 1.878. A proposta dizia que "entende-se por universidade aberta a instituição de nível superior, cujo ensino seja ministrado através de processos de comunicação a distância". Porém, o projeto do governo não foi encaminhado de maneira correta ao Congresso Nacional. Outras tentativas foram feitas e igualmente frustradas.

Anos se passaram e, recentemente, o Executivo tomou a iniciativa de criar um nova sistema, chamando-o de Universidade Aberta do Brasil.

O Brasil conta em janeiro de 2008 com 175 instituições credenciadas pelo governo federal para ministrar cursos de graduação e pós-graduação lato sensu.

Fonte:  
Educação a Distância - O estado da arte. LITTO, Fredric M. e FORMIGA, Marcos - Org. ABED - Associação Brasileira de Educação a Distância. Pearson Prentice Hall. Capítulo 2 - A história da EAD no Brasil. ALVES, João Roberto Moreira.

A história da EAD no mundo

Provavelmente a primeira notícia que se registrou da introdução desse novo método de ensinar a distância foi o anúncio das aulas por correspondência ministradas por Caleb Philips (20 de março de 1728, na Gazette de Boston, EUA), que enviava suas lições todas as semanas para os alunos inscritos.

Do início do século XX até a Segunda Guerra Mundial, várias experiências foram adotadas, sendo possível melhor desenvolvimento das metodologias aplicadas ao ensino por correspondência. Depois, as metodologias foram fortemente influenciadas pela introdução de novos meios de comunicação em massa.

Mas o verdadeiro impulso se deu a partir de meados dos anos 60, com a institucionalização de várias ações nos campos da educação secundária e superior, começando pela Europa.
Atualmente, mais de 80 países, nos cinco continentes, adotam a educação a distância em todos os níveis, em sistemas formais e não formais de ensino, atendendo a milhões de estudantes.
 
A educação a distância ainda tem uma longa e diversificada trajetória, ela está em todos os cantos da Terra e se desenvolve cada dia mais.


Dos cursos por correspondências, passou-se a utilização de impressos em instituições escolares. Esse salto fez a EAD assumir a forma de um processo organizado de produção e supervisão do processo de ensino-aprendizagem.

A partir de 1950, começa a despontar um novo personagem nessa história: a televisão. De meados da década de 1960 até o início da década de 1980, tivemos o reinado da televisão educativa.

Outra característica desse novo momento da educação a distância foi a criação e o desenvolvimento de megaestruturas que passaram a atender mais de 100 mil alunos.

As novas tecnologias de informação e de comunicação, em suas aplicações educativas, podem gerar condições para um aprendizado mais interativo, através de caminhos não lineares, em que o estudante determina o seu ritmo, sua velocidade, seus percursos. Bibliotecas, laboratórios de pesquisas e equipamentos sofisticados podem ser acessados por qualquer usuário que disponha de um computador conectado a uma central distribuidora de serviços.

Para conhecer um pouco mais sobre a EAD, assista o vídeo abaixo:


Fonte: 
Educação a Distância - O estado da arte. LITTO, Fredric M. e FORMIGA, Marcos - Org. ABED - Associação Brasileira de Educação a Distância. Pearson Prentice Hall. Capítulo 1 - A história da EAD no mundo. NUNES, Ivônio Barros.

O que é Educação a DIstância?

De acordo com a ABED – Associação Brasileira de Educação a Distância, a Educação a Distância é uma

“modalidade de educação em que as atividades de ensino-aprendizagem são desenvolvidas majoritariamente (e em bom número de casos exclusivamente) sem que alunos e professores estejam presentes no mesmo lugar à mesma hora”.
 
      A importância dessa modalidade de ensino é, principalmente, a oportunidade de ampliação do acesso a pessoas que, de acordo com suas necessidades, não dispõem de horários fixos para o estudo.
         Tomemos o exemplo da ENAP - Escola Nacional de Administração Pública na oferta de Cursos a distância:

“A educação a distância é relevante instrumento para o cumprimento da missão da ENAP, pois viabiliza a difusão do conhecimento em um espaço geográfico mais amplo e em maior escala, possibilita ao servidor autogerenciar seu desenvolvimento profissional e participar de redes de aprendizagem, além de otimizar recursos públicos direcionados à qualificação de servidores. Os eventos de aprendizagem oferecidos nessa modalidade constituem atividades voltadas à atualização permanente dos servidores de modo a capacitá-los para responder às demandas de governo.”. (Retirado do documento: Educação a Distância Expansão da Oferta)

Essa modalidade pode ser ministrada através de aulas em Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA), cartas e apostilas enviadas pelo correio. As aulas virtuais e/ou ministradas de outras formas podem ser combinadas com encontros presenciais. 


Fontes:
Sítio ENAP. Disponível na internet via: www.enap.gov.br. Capturado em 19 de novembro de 2010.


Sítio ABED. Disponível na internet via: http://www2.abed.org.br/faq.asp?Faq_ID=8. Capturado em 07 de janeiro de 2011.


Documento interno da ENAP. “Educação a Distância Expansão da Oferta.” Disponível na Pasta Pública em 07 de janeiro de 2011.


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Curiosidades sobre a EAD

Apesar de parecerem novos, os cursos a distância já existem desde 1890 na Alemanha e desde 1881 na Universidade de Chicago, que oferecia um curso da língua hebraica por correspondência;
No Brasil essa prática só chegou com força em 1937 com a criação do Serviço de Radiodifusão Educativa, do Ministério da Educação; o esquema era trazer aulas no rádio que eram acompanhadas por material impresso.


As distintas denominações da EaD:
      correspondence education/study, no Reino Unido
      independent study, nos Estados Unidos
      external study, na Austrália
      distance teaching, na Open University do Reino Unido
      téléenseignement, na França
      fernunterricht, na Alemanha
      educación a distancia, na Espanha
      teleducação, em Portugal




Fontes:  Blog do Pólo Universitário de Luís Gomes (http://uabluisgomes.blogspot.com/)
BOTELHO, Francisco. Apresentação do PowerPoint (www.cfc.org.br/uparq/ed_dist_francisco.ppt)